quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Catavento

Jheniffer Freitas

Museu Catavento (Foto: Divulgação)

Inaugurado em 2009, no antigo prédio do Palácio das Indústrias, o Catavento Cultural e Educacional é o museu mais visitado, dentre os dezoito administrados pela Secretaria de Cultura do Estado.
Localizado no Brás, o museu conta com mais de 250 atrações espalhadas, estas atrações são divididas em quatro seções que vão desde a formação do universo, passando pela formação da vida no planeta, os grandes inventos da humanidade e os problemas contemporâneos da sociedade moderna.
A seção Universo responde todas as dúvidas sobre o surgimento dos planetas, sol, meteoros, há também algumas reproduções do que pode ter acontecido após o Big Bang. É possível também tocar um meteorito com mais de seis mil anos, acompanhar as sete fases marcantes da história da astronomia, escutar os sons do universo, além de saber como é a nossa galáxia.
 Representação do Sol ( Foto: Divulgação)

Globo interativo (Foto: Bruno Mattos)

Após saber como o universo e os planetas surgiram, a próxima sala mostra a trajetória da vida e do planeta até chegar no que conhecemos hoje. Nesta exposição podemos ver a reprodução de todos os biomas que temos na Terra, a evolução dos animais, borboletas empalhadas, espécies vivas de peixes e insetos, reprodução das células e do sistema digestivo, como acontecem as doenças, além de podermos escutar o canto de diferentes pássaros brasileiros.
Sala DNA(Foto: Pedro Jackson)

Na terceira instalação, denominada Engenho, as forças da física e a interatividade estão lado a lado, muitos princípios de movimento e energia são colocados a prova. Esta sala abriga os sistemas que geram energia com pedaladas, as diversas formas de fazer bolha de sabão, além do famoso globo de Van Der Graf, que deixa os visitantes de cabelo em pé.
Globo Van Der Graf (Foto: Jose Cordeiro/ SPTuris.)

A quarta e última seção, denominada Sociedade, aborda os problemas da modernidade como o meio ambiente e a sustentabilidade. Nesta sala podemos ver um vídeo com alguns animais ameaçados de extinção, perigo das drogas, palestra sobre os riscos de relações sexuais sem proteção. Além de abrigas experimentos químicos, game de perguntas sobre história e uma escalada com grandes pensadores.
Problemas da sociedade atual (Foto: Divulgação)

Para cada uma das estações do museu, há equipes de guias especializados para explicar aos visitantes todo o acervo do lugar, para isso contam com o auxílio de vídeos, sons, projeções e muita coisa que pode ser tocada.

Serviço:
Endereço: Praça Cívica Ulisses Guimarães, s/n - Brás − Centro - São Paulo.
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 17h, inclusive aos feriados. Entrada até as 16h.
Preço: R$ 6 (R$ 3, meia-entrada)
Tel,.: (11) 3315-0051.
Site:
www.cataventocultural.org.br






quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O lar das crianças peculiares

Lançado em Setembro, o Lar das Crianças Peculiares é uma aventura sobre o supernatural e a força da amizade. Dirigido por Tim Burton, o filme reafirma os padrões de cores e formas favoricidos por Burton em outros longametragens, como Sweeney Todd - O Barbeiro Assasino, A Noiva Cadáver e  Sombras da Noite.

Jake, um jovem orfão decidi ir embusca do passado de seu avô sem saber dos perigos e mistérios que tal caminho reservaria. Os belos cenários e a fotografia atraem a atenção a todo momento, porém nada supera a incrível atuação de Eva Green, já renomada, a atriz inglesa é enigmática em cada cena.

O filme apesar de seu perfil infojuvenil, atraí um público maior, aqueles interessados no estilo gótico de Tim Burton, ou que procurem um filme leve mas não vazio, encontrarão em O Lar das Crianças Peculiares um filme para ser visto mais de uma vez.



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Paulo Henrique Amorim


O SBT realizou nos últimos dias 05 e 06 de Novembro mais uma edição do "Teleton Brasil". Exibido por quase 27 horas durante a programação, com o objetivo de arrecadar 27 milhões de reais em prol AACD. A meta foi atingida durante a madrugada de domingo com Silvio Santos no palco.

A imprensa ficou reunida em um lounge montado pelo SBT, no Estúdio 2. Ao lado de onde estava sendo feito o programa.

Cheguei pouco antes das dez horas da noite na emissora de Silvio Santos e o clima já era de alegria, dedicação e trabalho de muitos colaboradores. Jornalistas de vários meios de comunicação e diversas partes do país acompanhavam cada minuto antes do programa entrar no ar.

Após a atração entrar em cena, os olhos de cada um brilhava em direção ao telão montado no lounge. Aos poucos todos já cobriam o evento de uma forma agradável e positiva.

Cantores, atores, apresentadores e outras celebridades passaram pelo local, sempre movimentando o espaço e ocasionando muita euforia nos repórteres presentes.

O ator Marcelo Serrado (Rede Globo) esteve presente no palco logo no começo do programa e em seguida conversou com a imprensa.

Helen Ganzarolli e Flor que participam atualmente do “Jogo dos Pontinhos” do “Programa Silvio Santos”, também marcaram presença. Assim como Otávio Mesquista, Tiago Abravanel, além dos jornalistas Roberto Cabrini e Patrícia Rocha.




A nossa missão nos bastidores do Teleton foi concluída; Levamos conosco, boas lembranças e uma experiência incrível do evento. 

sábado, 5 de novembro de 2016

Um filme que transborda

Tatiana Floris

“Lembrai, lembrai, aquele cinco de novembro. A pólvora, a traição, e o ardil, por isso não vejo como esquecer uma traição tão vil.”


O mascarado conhecido como V

Dirigido por James McTeigue em 2006, pelo mesmo diretor de Ninja assassino (2009) e O corvo (2012), a adaptação da HQ V for Vendetta escrita em 1989 por Allan Moore, se passa num futuro próximo de uma Inglaterra totalitária.

No papel de anti-herói, Hugo Weaving, o vilão de Matrix, dá vida á V, um anarquista combatente do regime opressor do governo inglês. Em sua luta por igualdade, justiça e liberdade, V salva a vida da jovem Evey Hammond (Natalie Portman), por quem se apaixona.

Evey Hammond e V

Contudo, o filme não trata-se apenas de ficção. Boa parte do conteúdo traz clara referência ao passado relembrando ao dia da Conspiração da Pólvora liderada por Guy Fawkes, e também aos regimes totalitaristas, através do culto a um partido único, ao controle da mídia, e a defesa de ideais conservadores.

Há indícios, de que o filme faça referência aos abusos cometidos por soldados americanos contra os prisioneiros da Era Bush entre 2001 e 2006, a criação de códigos de cores que determinam a segurança do país, e a doutrinação do medo.

A máscara utilizada por V, que representa a figura de Guy Fawkes, tornou-se ícone emblemático do grupo hacker anonymous, estendendo-se as mais diversas manifestações que ocorrem pelo mundo, mantendo-se assim, a atualidade em seu discurso. Sendo assim, V de Vingança é um filme que transborda pela história. Passado, presente, futuro podem ser vistos num único instante.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

EXPOSIÇÃO FOLCLORE DIGITAL

Rosângela Oliveira
        Foto: Divulgação

O Caixa Cultural mostra a exposição Folclore Digital, instalações que possibilita ao público uma submersão nas lendas do folclore brasileiro, juntando vídeos mapping, artes gráficas e poesia.
A trilha eletrônica traz referencias dos cantos indígenas e tambores africanos.
Preço: De graça
Quando: Até 4 de dezembro. De terça a domingo, das 9 ás 19 horas.
Caixa Cultural
Endereço: Praça da Sé. 111- Centro
Telefone: 3321-4400
Cidade: São Paulo

Fonte: Jornal do trem Leste

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Pátio do Colégio (Pateo do Collegio)

Jheniffer Freitas

Pateo do Collegio. Foto: José Cordeiro/SPTuris.
No ano de 1554, deu-se início a fundação da cidade de São Paulo quando os padres Manoel da Nóbrega, José de Anchieta e João Ramalho construíram entre os rios Tietê, Tamanduateí e Anhangabaú uma cabana para abrigo, uma igrejinha e uma escola para catequizar os índios.
O local passou ao poder público e em 1953 foi demolida, durante as obras foi encontrada uma parede de taipa de pilão, que pertence a construção do tempo colonial e a igreja foi reconstruída. Atualmente o local se tornou um complexo cultural para os paulistanos que abriga museu, a biblioteca Padre  Antônio Vieira e a Igreja.
O Museu Anchieta, foi inaugurado no ano de 1979, atualmente ele conta com sete salas de exposições que abrigam uma pinacoteca, material da cultura indígena, cotidiano paulista nos primeiros séculos e coleções de arte sacra. O visitante também pode ver uma maquete de São Paulo no século XVI, mostrando a localização privilegiada do colégio, a pia batismal, crucifixos, relicários, mesas de altar, oratórios, ostensórios, pias de água benta, além do manto e do fêmur do Padre Anchieta.
Museu Pateo do Collegio. Foto: José Cordeiro/SPTuris.
O visitante ainda pode conhecer a Biblioteca Padre Antônio Vieira, que inclui livros da Companhia de Jesus, de São Paulo e do Brasil, são aproximadamente 13 mil títulos. Na igreja são celebrados missas e casamentos, além de oferecer cursos de teologia ao público.
No Pátio do Colégio funcionam oficinas culturais, dirigidas a jovens, que aprendem técnicas de decupagem de madeira, trabalho com porcelana e argila. O local também realiza cursos de Tupi antigo, apresentações de música clássica congressos, reuniões.

Serviço:
Endereço: Praça Pátio do Colégio, 2 - Centro - São Paulo (próximo ao metrô Sé)
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 16h30.
Visita monitorada: necessário agendar de segunda a sexta, das 13h às 16h
Preço: Museu Anchieta - R$ 6 (inteira), R$ 3 para estudantes, R$ 2 para alunos de escola pública.
Gratuito para crianças de até sete anos, pessoas maiores de 60 anos e deficientes físicos.
Tel.: (11) 3105-6898
Site: www.pateocollegio.com.br




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Diário de Helga




Helga Weiss tinha 12 anos quando, devido sua etnia judaica, foi enviada para um campo de concentração. Em seu relato de pouco mais de 200 páginas, ela registra experiências, sonhos e medos.

Aqueles que leiam o nome do livro, muito provavelmente, confundirão-o com O Diário de Anne Frank, uma clássica biografia, porém totalmente diferente dos relatos de Helga. Anne confia em seu diário os desafios de viver escondida, com outras duas famílias, com pouca comida e quase nenhuma privacidade. Ela tenta se entender e entender o mundo, e vivê-lo a sua maneira. Mas ela não enfrenta os desafios daqueles que perderam sua dignidade humana nos campos de concentração.

Já, Helga experiência a sistematização do trabalho, da fome, da violência física e simbólica de ser judeu e ser mulher. Ela está crescendo, e ela tenta também se entender, mas entender-se em um mundo onde os carros fúnebres entregavam comida de manhã e levavam corpos a noite é muito mais complicada.

Primeiramente eles nos levaram para banhos, onde eles tiraram de nós tudo que ainda tínhamos. Literalmente, eles não deixaram um único fio. Eu não reconheci minha própria mãe até ouvir sua voz.


Estima-se que 15 mil crianças passaram pelo campo de Terezin, o mesmo que Helga viveu. apenas cem estavam com vida quando a guerra terminou. Em suas páginas Weiss, relata as condições de vida as quais seus colegas e ela eram submetidos. Sua brincadeiras, anseios e medos. E muitos desses relatos é coroado com ilustrações infantis, feitas por uma menina, como qualquer outra, que devido a sua etnia judaica foi enviada para um campo de concentração.