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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Diário de Helga




Helga Weiss tinha 12 anos quando, devido sua etnia judaica, foi enviada para um campo de concentração. Em seu relato de pouco mais de 200 páginas, ela registra experiências, sonhos e medos.

Aqueles que leiam o nome do livro, muito provavelmente, confundirão-o com O Diário de Anne Frank, uma clássica biografia, porém totalmente diferente dos relatos de Helga. Anne confia em seu diário os desafios de viver escondida, com outras duas famílias, com pouca comida e quase nenhuma privacidade. Ela tenta se entender e entender o mundo, e vivê-lo a sua maneira. Mas ela não enfrenta os desafios daqueles que perderam sua dignidade humana nos campos de concentração.

Já, Helga experiência a sistematização do trabalho, da fome, da violência física e simbólica de ser judeu e ser mulher. Ela está crescendo, e ela tenta também se entender, mas entender-se em um mundo onde os carros fúnebres entregavam comida de manhã e levavam corpos a noite é muito mais complicada.

Primeiramente eles nos levaram para banhos, onde eles tiraram de nós tudo que ainda tínhamos. Literalmente, eles não deixaram um único fio. Eu não reconheci minha própria mãe até ouvir sua voz.


Estima-se que 15 mil crianças passaram pelo campo de Terezin, o mesmo que Helga viveu. apenas cem estavam com vida quando a guerra terminou. Em suas páginas Weiss, relata as condições de vida as quais seus colegas e ela eram submetidos. Sua brincadeiras, anseios e medos. E muitos desses relatos é coroado com ilustrações infantis, feitas por uma menina, como qualquer outra, que devido a sua etnia judaica foi enviada para um campo de concentração.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Flashes Urbanos

Jheniffer Freitas 

Foto: Jheniffer Freitas

No final do ano 2000 a Rádio Eldorado de São Paulo criou o programa Flashes Urbanos, um boletim diário de apenas um minuto, que era apresentado por seu idealizador Eduardo Sampaio Nardelli, arquiteto e urbanista.
Cada dia algum aspecto da paisagem paulistana ganhava foco,contando sua história e seu significado para a cidade. Essa série se estendeu por 3 anos, com cerca de 850 boletins.
Para compor o livro o autor extraiu 60 textos dos boletins, falando assim da cidade de São Paulo em 60 minutos. Contando como surgiu a cidade, os primeiros bondes, os cenários, edifícios, a estrutura urbana, as principais personalidades da cidade entre outros. Esta obra se completa com imagens de ontem e hoje de São Paulo, de suas personalidades, além de curiosidades.

Aos que são apaixonados por história e principalmente por São Paulo é um ótimo livro para ver as fotos antigas e conhecer um pouco mais desta cidade tão linda.

Ficha Técnica

Título:  Flashes Urbanos São Paulo em 60 minutos

Autor:  Eduardo Sampaio Nardelli

Editora:  Senac, Sp

Edição: 1

Especificações: Brochura/ 152 páginas

Preço: 30,00 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Guia do Mochileiro das Galáxias

                Arthur Dent acordou naquela manhã, como em qualquer outra. Sem imaginar, todos os desafios que se aproximavam. Ter sua casa demolida? Ver o planeta Terra ser destruído?          Apenas uma manhã como outra qualquer.
                 Não fosse, por descobrir que um de seus melhores amigos, Ford Prefect, era na verdade um extraterrestre. Mas nada que uma boa viagem não cure. Especialmente se for para outros planetas, atravessando as dimensões do espaço e do tempo.
                Seja bem vindo, ao Guia do Mochileiro das Galáxias. Um livro que de tão inteligente parece idiota! Mas não um livro qualquer, nenhum daqueles facilmente esquecíveis. Nele você conhecerá um humano, que poderia ser herói, poderia mas não foi. E um grupo de personagens divertidos, egocêntricos, generosos e deprimidos.
                Entretanto, não se engane, se o livro é narrado de uma época pós-planeta-Terra, ainda poderemos encontrar em seus trechos muita da humanidade perdida no cotidiano, seja em Marvin um robô depressivo que constantemente se desliga, já que existir não faz sentido, a Zaphod o presidente do universo que não sabe nada mas se acha o melhor.
                Também conhecerá outros personagens como Trillian a mulher da série, que além de matemática é astrofísica, e bem mais inteligente que Arthur. Eu quero dizer, muito mesmo. Eddie o computador responsável pelo controle da nave poderia ser uma Miss, de tão simpático. Na verdade ela é ainda mais simpático. Tão legal que chega a ser irritante, não, não estamos mais falando de mim, ele é uma personagem no livro. Sim, é possível ser mais irritantemente simpático que eu.
                E os diálogos, que diálogos! Muito bem escritos, de fácil leitura e divertidíssimos. Tantas conversar e cenas que, além de entreter, poderão produzir reflexão. E não se espante se tudo que você precisar para viajar por todo universo é apenas uma toalha. Isso mesmo, uma toalha. Não você não entendeu errado. T-O-A-L-H-A. É que nesse universo o improvável é praxe.
                Nele compreendemos que viver é uma máquina da improbabilidade, e que as explicações apenas servem para confundir os mais sensíveis. Porque aqueles que são sábios, são como Marvin: Eles até te aconselhariam, mas você não ouviria. Ninguém ouve.

                Enfim, O Guia do Mochileiro não pretender resolver os seus problemas. Nem os dos próprios personagens, mas apenas mostrar o caus que é existir e como a vida é cercada de incertezas, improbabilidade e decepções. E que para esses momentos não é necessário muito somente calma, toalhas limpas e bom humor. E nunca se esqueça, não importa o problema: Não entre em pânico!

O extra-terrestre Ford Prefect, acredita que, Eles(terráqueos) não ´paravam de exercitar seus lábios, seus cerebros começariam a funcionar. Justificativa pela razão que as pessoas falariam coisas óbvias que todos já sabiam,


No começo o Universo foi criado... Isso deixou muita gente zangada e foi considerado como um erro.



Olha aí o primeiro livro.
Compre Aqui. Leia Aqui. Comente lá embaixo.


quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Moradora de Wildfell Hall

Raissa Ferreira




                A obra composta por Annie Bronte no século 19, é ainda hoje relevante do ponto de vista sociológico e estilístico. A história da idealista jovem religiosa que se casa com um boêmio jovem alcoólatra continua a encantar pela veracidade e critica social.
                Numa Inglaterra onde os valores antropocêntricos combatem o fanatismo religioso, encontramos um jovem casal que vivencia em suas experiências conjugais embates filosóficos e éticos, e que ao mesmo tempo que nos entretém, questionam nossa visão sobre o mundo.
                Helen uma jovem religiosa, porém idealista, recusa-se a casar com um homem 20 anos mais velho que ela, pois não o ama.  Contrariando a vontade familiar se casa com Arthur um jovem boêmio e ateu.  Se no século 21 ainda enfrentamos guerras em função de diferenças ideológicas  - imagine então, em pleno século 19?
                Se do ponto de vista ideológico poderíamos analisar esse embate de crenças, a questão de gênero norteia a obra através de diversas críticas sobre a posição da mulher na sociedade e seus direitos - ou a falta deles. Vale lembrar que o a mulher na época ainda não tinha uma identidade social ou direitos como individuo.
                Encontramos no livro um embate, entre o certo e o errado, o saber de ontem e o de hoje, e a mulher tentando sobreviver nessa sociedade hostil às suas necessidades mais básicas. Helen é uma protagonista forte, corajosa, decidida e religiosa, se devido sua imaturidade e fé em alguns momentos ela age de forma tola e impensada, sua coragem e força de caráter são determinantes para o enfrentamento dos problemas de ser uma mulher casada no século 19.
                O livro debate alguns pontos importantes sobre o direito da mulher, ao questionar a limitação de ser mulher em uma sociedade onde ela não tem renda, não pode administrar seus bens, não é bem vista pela sociedade se morar sozinha, e é impedida socialmente de trabalhar. Numa situação político-social como esta não é difícil de compreender a dependência de Helen tinham por Arthur, dependência financeira, psicológica e até social, que ainda hoje muitas mulheres vivem.

                A escrita em prosa é utilizada para criação de uma obra honesta e atemporal, obra essa antecessora de outras obras que falariam da situação da mulher na sociedade como Madame Bovary, Políticas Sexuais, e o  Segundo Sexo. Aos preguiçosos, vale lembrar: A BBC já fez dois filmes baseados na trama e esses podem ser baixados facilmente. Dois séculos depois o mundo mudou, mas muitos dos problemas enfrentados pela mulher continuam sendo os mesmos.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Sinceramente Maisa é o Primeiro Livro da Menina Prodígio

                                                                                                                    Paulo Henrique Amorim



Conhecida desde os 3 anos depois de ser descoberta por Raul Gil na época apresentando seu tradicional programa na Record,Maisa Silva atualmente aos 14,lançou seu primeiro livro "Sinceramente Maisa" na Bienal do Livro 2016. O Livro que a própria diz não se tratar de uma biografia conta como ela começou na carreira artística e curiosidades sobre sua vida.Mas o que ela destaca no livro são suas opiniões sobre diversos temas do universo adolescente como moda,bullying,comportamento e preconceito.Vale a pena conferir e conhecer um pouco mais uma das maiores descobertas da TV nos últimos anos.




"Sinceramente Maisa: Histórias de Uma Garota Nada Convencional"
Preço sugerido: R$ 29,90


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Mundo de M. B.


                Vamo-nos embora pra Pasárgada? Se no silêncio avassalador a solidão consome a alma, lá somos amigos do Rei. Vai dizer que não sabe onde fica Pasárgada? Não tem problema. A cidade é sempre perto - em páginas que quando não lidas apodrecem à toa.
                Uns tomam éter, outros cocaína, mas aqueles que já tomaram tristeza, hoje, leem Manuel Bandeira - O poeta que entendeu a vida inteira que poderia ter sido e que não foi. Não entendeu nada? Não tem problema, os versos dançam, eles falam através dos signos, mas também falam através da sonoridade. E quanto mais se lê, mais se entende. Poemas não são comerciais que trazer o problema e a solução, eles trazem vida, vida e as vezes canção. As palavras tem esse poder, principalmente as desconhecidas, elas falam com o desconhecido dentro de nós.
                Ou vai me dizer que tu, também, não foste alimentado pelo café-com-pão banderiano? Não terás, na mais tenra infância, repetido versos sobre um trem de ferro em algum mágico castelo? Não sabe pra que serve poesia, além de ocupar espaço nas aulas de literatura? Eu sei, é complicado, poesia serve pra tudo e pra nada. Poesia não aplica a fome, apesar de alimentar a alma, ela não muda o mundo, apesar de instigar mudança, ler não é viver, apesar da leitura possíbilitar uma nova forma de existir.
                Belo belo minha bela, se queres falar de amor, fale de Teresa, Antônia, Teodora, fale da vulgívaga, falemos pois, da amada que envelheceu sem maldade.Se queres uma revolução, eu também, quero beber e cantar asneiras, pois estou farto do lirismo comedido. E se precisar se despedir, não esqueça de "À Mario de Andradre Ausente".
                Manuel Bandeira, portanto, transforma em poesia tragédias brasileiras, e em oração as lágrimas das mães que perderam seus meninos. Os poemas estão vivos, ainda que o poeta esteja morto. E suas palavras as vezes de filho, outras de amante, e quase sempre de amigo acalentarão as lágrimas de quem chora de desalento... de desencanto ou no ritmo da Jazz Band.


segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Bienal do Livro


Yasmin Carvalho



Começou na ultima sexta-feira, dia 26, a 24ª edição da Bienal do Livro, em São Paulo. O evento vai até o dia 4 de setembro, no Pavilhão do Anhembi, corre que ainda dá tempo.
Promete agradar não só os apaixonados por livro, mas também aqueles que gostam de gastronomia, arte e criança. Lema deste ano é “Histórias em Todos os Sentidos”.
No site da Bienal vocês encontram mais informações de como chegar, programação e compra de ingressos que variam de R$: 20 a R$: 25.

Horário de funcionamento:
Segunda à Sexta: 9h às 22h 
Sábado e Domingo: 10h às 22h 
Dia 04/09 das 10h às 21h