segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Teleton 2016 Chega Com missão de Arrecadar 27 Milhões Para AACD

Paulo Henrique Amorim de Oliveira

No último dia 25/10,foi realizada na sede do SBT em São Paulo a coletiva de imprensa da  A 19ª edição do Teleton. Mais de 180 jornalistas acompanharam a divulgação do evento, além dos padrinhos Eliana e Daniel, a jornalista Karyn Bravo, o apresentador Celso Portiolli, a atriz Larissa Manoela e a presidente da AACD Regina Scripilliti Velloso.

Na ocasião foi apresentada a criança símbolo: Samuel, que demonstrou desenvoltura, sagacidade, simplicidade e empenho ao atender os jornalistas. Samuel mostrou força: "Independente de não ter mais meus braços, eu escolhi ser feliz".

Eliana se emocionou com a história do pequeno Samuel, ressaltando que após se tornar mãe, ficou ainda mais sensível: "Quando a gente faz o bem para o outro, faz para si".

Samuel Silva, de 11 anos, teve os dois braços amputados em um acidente com fios de alta tensão enquanto empinava pipa e está na AACD há um ano e meio. A criança símbolo passou pela reabilitação física tendo um tratamento bem sucedido e, atualmente, já realiza tarefas com autonomia, além de praticar natação e capoeira pela AACD Esportes. "Contamos com a generosidade do brasileiro para manter os projetos da AACD. Estamos aqui todo ano, pedindo e falando quase a mesma coisa porque o problema não passa", completou Eliana.

Daniel ressaltou que todos podem ser padrinhos do Teleton: "Somos todos padrinhos do Teleton. Todo mundo que ajuda o projeto é também um padrinho. Temos que juntar o pouquinho que cada um pode dar para chegar aos 27 milhões. A meta é ousada, mas tenho certeza que vamos superar este número".

Por fim, Celso Portiolli lembrou da solidariedade do brasileiro em um ano de crise: "O número de famílias que a AACD atende é impressionante. O país está em crise e isso me preocupa muito. Mas o brasileiro é solidário e tenho certeza que o povo, independentemente da situação econômica, vai ajudar o Teleton 2016. Estamos há 19 anos lutando pela AACD, que não atende só pessoas que nasceram com deficiências. Qualquer pessoa, que tenha um problema durante a vida, pode ser paciente da AACD".

"Vamos conseguir", este era o espírito que emanava durante a apreciação da coletiva, ressalta Paulo, jornalista que esteve no evento representado o Aparato.  Não vai ser fácil, mas não é impossível, a meta para este ano é de R$ 27 milhões.

Confira fotos exclusivas:
Larissa Manoela,Karyn Bravo,Samuel e Scripilliti Velloso


Daniel


sábado, 29 de outubro de 2016

O olho, o coração e a inteligência na simplicidade do poeta

Tatiana Floris

"minha mãe dizia
 — ferve, água!
 — frita, ovo!
 — pinga, pia!

 e tudo obedecia"

Nascido em Curitiba, Paulo Leminski (1944 - 1989) se popularizou tanto na cultura pop, quanto na cultura popular, pela simplicidade e autenticidade em sua escrita. Admirado tanto por artistas já conceituados, quanto pelos em ascensão, o poeta, compositor, e professor de história e redação, nunca teria se filiado a uma escola literária, no entanto já teria sido acolhido por todas elas.

Por estas e outras, Paulo Leminski é visto como sinônimo de pluralidade. Em Caprichos e Relaxos (1983), sua obra de consagração, o autor deixa isso claro. Caprichos e Relaxos apresenta com sutilezas reflexões, como no poema Contranarciso:

"[...]
  assim como
  eu estou em você
  eu estou nele
  em nós
  e só quando
  estamos em nós
  estamos em paz
  mesmo que estejamos a sós"

E ainda assim, podemos supor que o conceito que é criado entre um capricho, e um relaxo, ultrapassa à liberdade de criação do autor e da interpretação do público. Pois, como alerta o poeta:

“Aqui, poemas para lerem, em silêncio,
  o olho, o coração e a inteligência.
  Poemas para dizer, em voz alta.
  E poemas, letras, lyrics, para cantar.
  Quais, quais, é com você, parceiro.”


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

EXPOSIÇÃO DAS CORES DA INDIA

Rosângela Oliveira

Foto: Divulgação



Até 27 de novembro, terça a sexta, das 8 às 20 horas e aos sábados, das 9 ás 18 horas, o SESI Suzano apresenta a exposição das cores da Índia, de Igor Oliveira. Localizado na Avenida Senador Roberto Simonsen, n° 550- Jardim Imperador.
O objetivo da exposição é mostrar e enaltecer as cores das roupas e das sedas e nos levar a uma reflexão sobre a relação perfeita de harmonia entre contrastes culturais.

Contato: 4741-9650
Custo: De graça

Fonte: Jornal do trem Leste



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Pico do Jaraguá

Jheniffer Freitas


Pico do Jaraguá. Foto: José Cordeiro/ SPTuris.

O Pico do Jaraguá localizado na região Oeste, é o ponto mais alto da cidade de São Paulo com 1.135 metros de altura, além de abrigar as últimas espécies da Mata Atlântica.
Antigamente era palco de guerras entre índios e bandeirantes, por possuir grande quantidade de ouro era muito explorada. Por volta do século XIX, com o fim da exploração foi comprada pelo governo e transformada em parque para proteger os recursos naturais da região, promover a preservação ambiental, incentivar pesquisas e fazer com que os visitantes tivessem acesso a parte histórica do local.
O acesso ao mirante pode ser feito de duas formas: de carro pela Estrada Turística do Jaraguá ou a pé através da Trilha do Pai Zé, numa caminhada de dois quilômetros. Há ainda outras duas trilhas, a Trilha da Bica e a Trilha do Silêncio, desenvolvida para passeios com grupos de terceira idade e portadores de necessidades especiais.
Nas trilhas é possível observar de perto as espécies nativas de fauna e flora, como macaco-prego, tucano-do-bico-verde, bicho-preguiça, palmito-juçara, pau-d’alho, entre outros.

No alto há a antena de televisão da Rede Bandeirantes, pequenas lanchonetes e estacionamento para os veículos, além da melhor vista da cidade que chega a 55 quilômetros de distância.

Visão do Pico / Foto: Jheniffer Freitas


Serviço: 
Endereço: Rua Antônio Cardoso Nogueira, 539 - Vila Chica Luisa - São Paulo
Horário de funcionamento: todos os dias, das 7h às 17h (o encerramento é estendido até às 18h no horário de verão.)

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O tempo pode mudar você?

                Você acorda, toma banho, escova os dentes, penteia os cabelos, você pensa nas coisas que tem que fazer e nas que conseguirá, você levanta da mesa e segue em frente. No ponto a conversa, antes usual, hoje é sufocada pela luz das telas, as pessoas não se falam pois elas preferem falar com o espelho, que hoje é editável, é portátil... é o Instagram.
                Ao entrar no ônibus você sorri e cumprimenta o cobrador e o motorista, eles não estão alheios, eles sorriem, cumprimentam e seguem com o trabalho. Nos dias em que o valor de uma  vida pode ser medido pelas quantidades de compartilhamento de um vídeo, você tenta não participar do espetáculo. Você se agarra aos pequenos momentos.
                Na TV da lanchonete, falam sobre o trânsito e um acelerador de partículas. Einstein estaria satisfeitíssimo. A mecânica e a física agradecem. Porém, parece que o resto das pessoas esqueceu o poder de um bom dia ou de um obrigado. Elas não olham para as garçonetes, elas apenas seguem em frente.
                 Estarão eles tão acostumados com máquinas, que tratarão a todos tal como as tratam? O valor está no que pode ser útil. Quem decidiu, que aqueles sem utilidade não merecem atenção? Quem definiu o que é utilidade? Quem ignorará, agora, as vidas consumidas, de Bauman?
                Todos querem tanto, querem o melhor filtro para fotos, as melhores roupas, as melhores relações, as maiores aventuras. Conhecer o universo, o futuro e o passado. Tanto pra quê? Os melhores filtros para pintar a realidade? As melhores roupas para ficarem no guarda-roupas?  As maiores aventuras para contar para desconhecidos em plataformas online?

                 Bowie costumava cantar: Time may change me, but I can't trace time. Será, e se for até que grau? Vivemos em uma época de florescer tecnológico, mas de que serve a tecnologia, senão para servir os homens? Você acorda, o mundo mudou tão rápido, você também mudou, mas o valor ainda está no seu sorriso.

sábado, 22 de outubro de 2016

O que aprendemos com Wall-E

Tatiana Floris


Imagine um mundo pós-apocalíptico em que a única coisa que resta é lixo. Agora, imagine que esse mundo seja a Terra, e que a culpa de todo caos seja nossa. Esse é o mundo de Wall-E.



Você provavelmente já deve ter assistido, ou escutado alguém falar do filme Wall-E produzido pelos estúdios Pixar em 2008. O filme, além de conter uma história divertida, e por vezes romântica, nos mostra em diversos momentos uma crítica aos hábitos humanos cultivados.

Wall-E, é uma história em que robôs são humanizados através de ações e sentimentos, enquanto o homem é representado como alienado pelo comodismo, e consumo de desejos soberbos.


O filme, não é baseado em fatos reais, até mesmo porque se passa no ano de 2700, porém não parece loucura julgar que a humanidade está caminhando para a concretização desta ficção.

Pois já ignoramos os desastres ambientais como o de Mariana. Já deixamos de conversar com alguém que esteve perto de nós porque optamos por nos entreter com a tecnologia.  Já nos tornamos alvo passivo da sociedade que vive para o consumo. O que nos falta, é vivermos no espaço.

Mas enquanto isto não acontece, podemos tentar ser menos humanos e mais robôs como Wall-E.


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Clarice Lispector

Rosângela Oliveira



Curiosidades sobre Clarice Lispector


Clarice Lispector foi reconhecida como uma das melhores escritoras do século XX, romancista, contista, cronista, tradutora e Jornalista, ucraniana naturalizada como Brasileira.



-Nome Completo: Haia Lispector.

-Nasceu na aldeia Tchetchenilk na Ucrânia.

-Nasceu no dia 10 de dezembro de 1920.
-Tinha origem judaica.

-Começou a escrever aos 7 anos.

-Sua primeira peça de teatro foi: Pobre Menina Rica.

-Nome dos seus pais: Pinkouss Lispector e Mania Lispector.

-Aqui no Brasil o nome de sua mãe passou a ser Marieta Lispector e de seu pai Pedro Lispector.
-O pai de Clarice Lispector tinha muita cultura Bíblica.
-Publicou seu primeiro conto com 19 anos.
-Sua mãe teve paralisia progressiva e aos 41 anos morreu.
-Seu pai morreu aos 55 anos, em decorrência de uma cirurgia na vesícula mal sucedida.
-Publicou seu primeiro conto com 19 anos.
-Publicou seu primeiro livro aos 24 anos, ``Perto do coração selvagem.´´
-Além do íidiche e do português, Clarice falava inglês e francês.
-Em 1928 começou a frequentar a escola para aprender a ler e no ano de 1939 iniciou seu curso de direito na Faculdade Nacional de Direito e neste mesmo período também trabalhava como secretária em um escritório de advocacia.
-Tinha o costume de escrever sempre pela manhã.
-Já trabalhou fazendo, traduções de textos científicos para revistas.
-Trabalhou como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
-Seu restaurante preferido era o La Fiorentina, localizado no Rio de Janeiro, costumava pedir: Supremo de frango com batata grisette e as vezes pizza .
-No ano de 1943 se casou com Maury Gurgel, com quem teve dois filhos:Pedro e Paulo e no ano de 1959 se separou do marido.
-Feriu-se com gravidade ao tentar apagar um incêndio em seu quarto; ela dormiu e deixou um cigarro aceso.
-Durante toda a carreira, Clarice deu uma única entrevista televisionada.
-Em 1976, ela recebe o primeiro prêmio do 10º Concurso Nacional de

Literatura, em Brasília, DC, por suas obras completas.
-Em novembro de 1977 soube que sofria de câncer generalizado.

-Morreu na véspera de seu aniversário, no dia 09 de dezembro de 1977.

-Ao morrer, foi enterrada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro. Sempre quis ser sepultada no Cemitério João Batista, mas o corpo foi recusado por ela ser judia.



Experimente viver
Clarice Lispector era uma mulher ousada e autentica. Seus escritos de certa forma tira nossas máscaras e nos deixa nus, mostrando nossas fraquezas e verdades, verdades que muitas vezes procuramos esconder, nos incentiva a viver, sem medo de errar.
Clarice tem o olhar intenso, e nos faz refletir, para que serve o medo de viver?
A sociedade, esta vestida com o medo, medo de amar, de se comunicar, de dizer não, de dar adeus, de chorar, de acreditar, de se decepcionar, de dar risada, de realizar seus sonhos, de gritar, de tentar outra vez, de pedir ajuda, abrir o coração, medo de viver... Viver não combina com o medo arrisque-se, experimente.
O mundo está carente de vida, as pessoas andam tão mascaradas que nem sabe mais quem são? Muitos declaram muito ocupados para viver?
Qual é a lógica? (Risos)
Só para avisar: A vida é uma só.





Suas Frases:
`` Sou como você me vê.       Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar.´´

`` Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.´´

“Quem é capaz de sofrer intensamente, também pode ser capaz de intensa alegria.”

 “Pessoas não gostam de ouvir verdade, elas gostam de ouvir o que faz bem para elas.”

``Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.

“O óbvio é a verdade mais difícil de enxergar.”

``Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever.´´

``Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.´´

``Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.´´

“Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo.”

``Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar.´´






Suas Obras:

Romances:

Perto do Coração Selvagem, RJ, A Noite, 1944.
Lustre, RJ, Agir, 1946.
A Cidade Sitiada, A Noite, 1949.
A Maçã no Escuro, RJ, Francisco Alves, 1961.
A Paixão Segundo G.H., RJ, Francisco Alves, 1964.
Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres, RJ, Sabiá, 1969.
A Hora da Estrela, RJ, José Olympio, 1977.


Contos e crônicas:

Laços de Família, RJ, Francisco Alves, 1960.
A Legião Estrangeira, RJ, Ed. do Autor, 1964.
Felicidade Clandestina, RJ, Sabiá, 1971.
A Imitação da Rosa, RJ, Artenova, 1973.
A Via-Crucis do Corpo, RJ, Artenova, 1974.
A Bela e a Fera, RJ, Nova Fronteira, 1979.

Literatura infantil:

Mistério do Coelho Pensante, RJ, J. Álvaro, 1967.
A Vida Íntima de Laura, RJ, Sabiá, 1974.
A Mulher que Matou os Peixes, RJ, Sabiá, 1969.
Quase de Verdade, RJ, Rocco, 1978.


Fontes: